quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Doa-se um gatinho.

Se você tem um coração bem grande e tem o interesse em receber uma vida em sua vida, leia com atenção.

Acompanha potinhos com água e ração, escovinha para acarinhar o pêlo e só pede um cantinho do seu amor.
Vai com ronronar e gemidos felinos, que são os presságios de um súbito pulo de barriga para cima solicitando um cafunézinho.
Saltos imediatos para cheirar tudo que vê pela frente, inclusive você, são momentos de uma doçura inexplicável desse misturar de mundos: racional e humano. 
Corridas pela casa, não se pode conter; é o instinto felino de proteger o dono contra os temidos bichos do ar, nenhum mosquito, pernilongo ou besouro passarão despercebidos pelas garras desse gatinho. 
Garanto, são momentos hilariantes!
Não pede dinheiro, nem passeio na rua; quer ficar na janela, cuidado, melhor ter tela.
É cuidadoso com o dono, recebe na porta, cheira e ainda tenta um balbuciar de sons para perguntar como foi o seu dia (eu sinto isso, juro).
Deita ao seu lado para ver televisão e nem pede para mudar do canal da novela.
Dorme ao seu lado se assim você permitir, ele vai insistir, vai chorar por isso. Deixa, ele não faz mais nada além de dormir. É quentinho, fofinho, carinhoso.
Eu faço essa doação com grande pesar no meu coração e a única clausula exigida com rigor é: leva 1 gatinho e ganha a dona de presente, nos trate com carinho.