
Hoje desejei não levantar da cama, mas ainda, lembrei de agradecer por ter pernas saudáveis e funcionando. Hoje pedi fortemente a Deus para parar o mundo, mas não interromper a vida e sim uma pausa para que eu me recoloque nele. Hoje senti vontade grande de ficar só ali, ali mesmo olhando para o teto do meu quarto, sem hora, nem fome, nada de levantar. Quis mais, senti menos, chorei, chorei, chorei, chorei e cansei. A verdade é que o mundo caiu, meu mundo somente, aquele pequenino mundo que era dedicado e dividido com outro ser falante, gritante, irritante, amável, adorável, humorado e de sorriso inebriante. E foi isso, o amor que gritava na janela, que dormia abraçado, sonhava acordado, sumiu.
Fiquei na dúvida, se a dor é maior que o amor. Pois o amor fica presente, potente, eleva os animos, liga o sorriso no 90 graus, brilha olhos e une lábios...Mais e a dor? ela corroi, lateja, grita, sufoca, destroi, machuca fundo. Não sei oq eu sinto agora, sei que meu estomago parece que suplica por paz, minha cabeça explode e meu coração morre, pouquinho a pouquinho peço descanso, peço paz, peço paz da minha cama, com as portas fechadas, cerradissimas..com o teto gélido e sonho abençoado e merecido vem.
Mas, por favor, amanhã não me acorde - eu não quero levantar.
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